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ATUADORES
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VÁLVULAS PNEUMÁTICAS PARA VAPOR
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ATUADORES ELÉTRICOS ROTATIVOS EM ALUMÍNIO - INDUSTRIAIS
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Notícias


França: O fim do carro à gasolina. 2017-07-25

Ministro diz que país pretende atingir "neutralidade em carbono" em 2050. Emissões de gás serão inteiramente compensadas por medidas não-poluentes

Em cerca de duas décadas, as ruas francesas estarão livres de veículos movidos a diesel ou gasolina. O governo do país estabeleceu o ano de 2040 como data limite para que a frota nacional dos veículos deixe de ser movida a derivados do petróleo.

O país tem atualmente mais de 40 milhões de veículos, dos quais mais de 600 mil são caminhões e ônibus. Destes, apenas 1,2% são elétricos e 3,5% são híbridos, que podem funcionar a base de energia elétrica ou a gasolina.

O anúncio foi feito pelo ministro da ecologia francês, Nicolas Hulot, como parte do compromisso com o Acordo de Paris, que tem como principal meta a redução das emissões de gases que contribuem para o efeito estufa, dos quais o dióxido de carbono é o principal (65% em 2010). Hulot afirmou que até 2050 a França deverá ter atingido a “neutralidade em carbono”, ou seja, as emissões de gás do país serão inteiramente compensadas por medidas não-poluentes.

Na área de combustíveis, a chamada “neutralidade em carbono” é perseguida por meio da substituição de fontes de energia fósseis (como petróleo e carvão), que emitem altos índices de carbono na atmosfera, por outras mais “limpas”, como solar, eólica e elétrica. No anúncio do governo francês, não ficou claro o que acontecerá com os veículos movidos a combustíveis fósseis ainda em circulação quando chegar a data limite. Segundo o comunicado, deverá haver algum tipo de ajuda financeira para que faixas mais pobres da população possam também trocar seus veículos. A França pretende também acabar com as usinas de carvão até 2022 e reduzir a energia nuclear em 50% até 2025. O plano propõe também que não sejam concedidas novas licenças para a exploração de petróleo e gás natural no país.

Qual o papel dos veículos automotivos no total das emissões Embora não sejam os principais responsáveis pela emissão de gases prejudiciais à atmosfera, veículos motorizados contribuem com uma fatia significativa.

Nos países da União Europeia, da qual a França faz parte, os carros são responsáveis por 12% do dióxido de carbono lançado no ar

Nos Estados Unidos, o setor de transportes contribuía com 26% das emissões do país em 2014

Mundialmente, a área de transportes é responsável por 14% das emissões, sendo o quarto fator mais importante. Antes, vêm produção de eletricidade e calor (25%); agricultura e desmatamento (24%) e indústria (21%)

O avanço dos carros elétricos

Segundo relatório da consultoria financeira Morgan Stanley divulgado em 2016, em 2025 carros elétricos já representarão 15% do mercado mundial — três vezes mais do que previsões de crescimento anteriores. Hoje eles são apenas 0,86%. As maiores frotas mundiais estão nos Estados Unidos e na China. Uma das principais explicações para o incremento da produção e venda de veículos elétricos pelo mundo é o incentivo dado por governos. Na Noruega, 37% dos veículos novos em circulação são movidos a energia elétrica e o governo aposta que em 2025 será interrompida a venda de carros movidos a combustível fóssil. As autoridades do país introduziram diversas medidas para beneficiar os automóveis elétricos, como a redução ou mesmo isenção de impostos de circulação de mercadorias, além de liberação de pagamento de pedágio e estacionamento sem custo nas cidades. FOTO: CHARLES PLATIAU/REUTERS NICOLAS HULOT, MINISTRO DA ECOLOGIA FRANCÊS, DURANTE ANÚNCIO DE PLANO   Nos Estados Unidos, a Califórnia é o estado que lidera o movimento na direção dos automóveis elétricos ou híbridos. De acordo com dados de junho de 2017, havia cerca de 300 mil carros elétricos registrados no estado, o que dá mais da metade do total de veículos nesta categoria existentes nos Estados Unidos, que era de aproximadamente 540 mil no fim de 2016. Entre os vários benefícios concedidos a usuários deste tipo de veículo nos últimos anos estão programas para compradores de baixa renda, isenções de taxas, uso de faixas preferenciais nas vias e aumento da rede de abastecimento.

 

Entre os principais obstáculos para a expansão dos veículos elétricos é o preço dos modelos, ainda mais caros que os de carros convencionais. Um relatório da agência de notícias Bloomberg em 2016 sobre energias alternativas mostrou que esse custo deve cair 80% entre 2010 e 2018. Puxado pela queda progressiva no custo das baterias, o preço médio do carro elétrico em 2022 deve ficar menor que o do modelo que depende do combustível fóssil, de acordo com o mesmo relatório. Montadoras já falam em parar de fabricar carros com motor movido a combustível fóssil. Em 5 de julho, a sueca Volvo se tornou a primeira a anunciar um prazo concreto para a conversão: a partir de 2019, todas as suas linhas serão apenas de automóveis híbridos ou elétricos. Brasil empacado A presença do veículo elétrico ou híbrido no Brasil é irrisória por questões políticas e de mercado. Até hoje não houve nenhuma tentativa de política pública mais ampla e agressiva no sentido de promover esse tipo de alternativa, a exemplo de países como França e China. Carros elétricos são apenas 0,86% do mercado mundial, mas podem chegar a 15% em 2025 O “carro verde” que mais vende no Brasil é o híbrido Prius, da Toyota. O automóvel custa cerca de R$ 126 mil. Até meados 2016, haviam sido vendidas 783 unidades no país desde seu lançamento, em 2013. Há cerca de 4.000 veículos desse tipo circulando no país, sendo que 85% são híbridos, segundo dados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico). Um relatório da Agência Internacional de Energia estima que em 2020 o número de veículos híbridos ou elétricos nas ruas do país fique entre 30 mil e 40 mil veículos. O único benefício fiscal federal que existe hoje é a redução do Imposto de Importação de 35% para 7%, concedido em 2014 para carros híbridos e em 2015 para carros elétricos. Regionalmente, existe isenção de IPVA em seis estados (MA, PI, CE, RN, PE e RS) e alíquota especial em outros três (SP, RJ e MS). Energia que nem sempre é limpa Um questionamento frequente com relação aos veículos elétricos ou híbridos diz respeito à geração da energia necessária para que eles se movam. Apesar do uso do carro ser “limpo”, o mesmo não pode ser dito do processo de produção de energia elétrica em muitos casos. Na China e no Brasil, por exemplo, muitas usinas elétricas são movidas a carvão. Assim, a capacidade de contribuição do veículo elétrico ou híbrido para o meio ambiente depende da fonte da energia. Nos Estados Unidos, um estudo da universidade Carnegie Mellon indicou que, dependendo do estado onde o veículo está, o carro híbrido é mais amigável ao meio ambiente do que o 100% elétrico. Por exemplo, em Minnesota faz mais sentido ecológico ter um carro híbrido do que na Califórnia, porque a energia elétrica naquele estado vem principalmente da queima de carvão. Para o presidente da ABVE, Ricardo Guggisberg, o avanço dos carros elétricos na frota do Brasil e de outros países deve ser acompanhada pelo crescimento das fontes limpas de geração de energia elétrica, por meio de alternativas solares e eólicas.
FONTE: NEXO

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